Lineker e Rooney questionam estratégia defensiva de Tuchel
Gary Lineker não poupou críticas à gestão tática de Thomas Tuchel durante a derrota da Inglaterra para a Argentina na Copa do Mundo. Após Anthony Gordon abrir o placar para os Três Leões em Atlanta, o ex-atacante manifestou descrença ao ver o técnico optar por recuar a equipe, substituindo jogadores ofensivos por um esquema defensivo fechado. Essa decisão acabou permitindo que Lionel Messi e seus companheiros aumentassem a pressão e dominassem a partida.
Em entrevista ao podcast “The Rest is Football”, Lineker expressou sua indignação: “Ficamos com um gol de vantagem e, em seguida, recuamos. As substituições que ele fez aprofundaram ainda mais a defesa. Passamos a jogar com cinco na retaguarda e você pensa: ‘vamos jogar com um bloco baixo’ contra um time que se sai bem contra isso. Para mim, não fez o menor sentido.”
O ex-jogador ressaltou que a abordagem tática foi surpreendente e negativa, especialmente diante de um adversário que tem Messi, considerado o maior jogador da história, em seu ataque. “Ele mandou bola atrás de bola para dentro da área”, acrescentou Lineker, criticando a falta de marcação eficiente sobre o astro argentino.
Wayne Rooney destaca perda de confiança do time
Wayne Rooney também se somou às críticas, apontando que as decisões de Tuchel prejudicaram a moral dos jogadores em campo. Segundo a lenda do Manchester United, a retirada de jogadores ofensivos no momento em que a Inglaterra parecia dominar o jogo minou a confiança da equipe.
Leia também: Alfaro reconhece superioridade tática e técnica dos EUA após derrota do Paraguai na estreia da Copa 2026
Leia também: FIFA adota medida inédita para melhorar arbitragem nas semifinais da Copa do Mundo
Fonte: edemossoro.com.br
“Se você é um jogador de ataque naquele campo, está ganhando por 1 a 0 e vê as substituições que o técnico está fazendo, você perde a confiança; só dá para se safar disso um certo número de vezes”, afirmou Rooney. Ele explicou que a postura defensiva prolongada gera insegurança e facilita que o adversário encontre espaços para marcar.
O ex-atacante enfatizou que abrir o placar não pode significar abrir mão da posse de bola e de novas chances de gol, ainda mais contra uma equipe da qualidade da Argentina. “Se você deixar jogadores daquela qualidade ficarem com a bola perto da sua área, mais cedo ou mais tarde eles vão marcar.”
Comparações com o passado e críticas internacionais
A derrota também trouxe à tona comparações com a gestão anterior da seleção inglesa. O ex-goleiro Joe Hart comentou que a tendência de se fechar na defesa nos momentos decisivos continua presente, mesmo com a troca de comando. Ele afirmou que Tuchel, ao mudar a estratégia tão rapidamente, demonstrou falta de confiança no próprio elenco.
Leia também: Argentina vira, elimina a Inglaterra e vai à final da Copa do Mundo
Fonte: gpsbrasilia.com.br
“As mesmas críticas que Gareth Southgate enfrentou aparecem novamente. Não vejo nada de diferente nesse momento decisivo lá em campo”, disse Hart, reforçando que o técnico parece não acreditar na capacidade de sua equipe para manter a vantagem.
Além das vozes nacionais, os campeões mundiais Thomas Müller e Iker Casillas também se manifestaram. Müller expressou surpresa com a tática inglesa em vídeo no X, dizendo: “Não consigo entender como a Inglaterra está conduzindo essa partida, especialmente depois de estar na frente no placar. Não entendo por que permitir que a Argentina cruze bolas atrás de bolas em posições perfeitas para cruzamentos.”
Casillas foi contundente em sua análise no X, afirmando que a Inglaterra adotou uma “abordagem covarde”, recuando demais e permitindo que a Argentina avançasse com facilidade. Ele ainda comparou a postura da equipe a um “harakiri”, referindo-se ao tradicional suicídio ritual japonês, para ilustrar o erro estratégico que custou caro ao time.


