Nova contagem oficial revela a tragédia de Minab
Um ataque devastador a uma escola no Irã, ocorrido no primeiro dia da guerra no Oriente Médio, deixou 155 mortos, incluindo 120 crianças, conforme um novo balanço divulgado pela televisão estatal IRIB nesta terça-feira (28). O incidente ocorreu em 28 de fevereiro em Minab, onde muitos estudantes e professores perderam a vida em um ato de violência sem precedentes.
Inicialmente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia relatado à ONU que “mais de 175 estudantes e professores” foram “massacrados a sangue frio” durante o ataque. Contudo, a nova contagem, que foi revisada para baixo, informa que 115 pessoas, entre elas 73 meninos, 47 meninas, 26 professores e sete pais, morreram no bombardeio.
Além disso, o ataque resultou na morte do motorista de um veículo escolar e um farmacêutico que trabalhava em uma clínica próxima à escola, evidenciando a gravidade da tragédia.
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O ataque à escola aconteceu após uma ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que prontamente respondeu com bombardeios em território israelense e em outros países da região. O governo iraniano responsabilizou o Exército dos Estados Unidos, embora o presidente Donald Trump tenha inicialmente negado qualquer responsabilidade.
Em uma reviravolta, Trump afirmou que “acataria” o resultado da investigação iniciada pelo Pentágono sobre o incidente. De acordo com informações do jornal The New York Times, que cita fontes americanas, um projétil lançado pelo Exército dos Estados Unidos atingiu a escola por erro, gerando uma onda de condenação ao ocorrido e questionando a eficácia das operações militares na região.
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Fonte: aquiribeirao.com.br
A Agência France-Presse (AFP) também relatou que a escola estava localizada próxima a dois locais controlados pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), uma força militar poderosa e influente no Irã. A proximidade da escola com essas instalações levanta preocupações sobre a segurança e a proteção de civis em áreas afetadas por conflitos armados.
Esses eventos trágicos não só chocaram a comunidade local, mas também atraíram a atenção internacional para a necessidade de se garantir proteção a crianças e instituições educacionais em zonas de conflito. À medida que as tensões no Oriente Médio aumentam, o mundo observa com apreensão, esperando por respostas e ações concretas para prevenir que tragédias como essa se repitam no futuro.


