Início do Festival do Patrimônio 2026 em São Paulo
Entre os dias 8 e 14 de agosto, São Paulo recebe a Semana de Valorização do Patrimônio, evento que marca a abertura oficial do Festival do Patrimônio 2026. Organizado pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa e do Departamento do Patrimônio Histórico, o festival acontece em espaços culturais como a Biblioteca Mário de Andrade e o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
A programação é gratuita e aberta ao público, reunindo pesquisadores, artistas, mestres de tradições populares e gestores culturais para debater as diversas formas de preservar, reconhecer e narrar as memórias da cidade. A proposta é um mergulho nas múltiplas camadas que compõem a identidade paulistana, que vão da arquitetura às técnicas construtivas, da presença negra no centro histórico às manifestações culturais ainda vivas.
Debates, cinema e caminhada pelo centro histórico
A abertura oficial ocorre em 8 de agosto, às 14h30, na Biblioteca Mário de Andrade, com a participação de autoridades como Totó Parente, Secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa, e Marilia Barbour, Diretora do Departamento do Patrimônio Histórico. O primeiro dia traz ainda uma caminhada pelo centro histórico guiada pelo arquiteto e urbanista Lincoln Paiva, além da mesa “São Paulo, múltiplas linguagens”, que reúne artistas e produtores para discutir as diversas formas de expressar a cidade.
Também está prevista a exibição do filme “Sábado” (1995), dirigido por Ugo Giorgetti, seguida de uma conversa com o cineasta sobre a cidade como personagem e cenário de sua obra. O filme usa humor para revelar as contradições sociais e urbanas de São Paulo, oferecendo um olhar característico da metrópole.
Programação diversificada com foco na memória e tradição
Ao longo da semana, o festival apresenta encontros que destacam a diversidade cultural de São Paulo. No dia 10 de agosto, o CCBB recebe a mesa “São Paulo: cidade de memórias”, com o curador Paulo Garcez e o arquiteto Lincoln Paiva, que refletem sobre os diferentes modos de compreender a cidade através de seus territórios e transformações urbanas.
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Outro destaque é a mesa “Memória Negra no Centro: territórios, memórias e resistências”, que acontece no dia 11 de agosto, na Biblioteca Mário de Andrade. Pesquisadores, mestres de tradições populares e representantes de terreiros discutem a presença negra na formação do centro paulistano, abordando temas como sociabilidade, apagamentos e permanências.
Tradições culturais e debates sobre preservação
Também em 11 de agosto, o público pode acompanhar a mesa “Patrimônio vivo: saberes, práticas e tradições”, que reúne educadores, representantes de terreiros e pesquisadores para dialogar sobre a transmissão de saberes entre gerações e a construção do patrimônio cultural imaterial da cidade.
Na quarta-feira, 12 de agosto, a Biblioteca Mário de Andrade recebe a mesa “Entre a Ruptura e a Preservação: Criação, Disrupção e os Limites do Tombamento”. O debate propõe uma reflexão sobre as tensões entre conservar o patrimônio arquitetônico e permitir intervenções inovadoras que ressignificam o espaço urbano, com participações de arquitetos e gestores culturais.
Personagens icônicos e histórias de São Paulo
No dia 13, a cartunista Laerte Coutinho compartilha no festival os bastidores da criação de personagens que dialogam com a cidade, como os Piratas do Tietê e o super-herói Overman. O encontro, realizado na Biblioteca Mário de Andrade, traz também a cineasta Claudia Priscilla, diretora do documentário “Vestido de Laerte”.
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Técnicas construtivas e diversidade cultural na cidade
Na sexta-feira, 14 de agosto, a programação destaca a história das técnicas construtivas que moldaram a paisagem urbana paulistana. A mesa “Construir São Paulo: tradições, técnicas e transformações” aborda desde os saberes tradicionais até as tecnologias atuais, discutindo desafios na preservação do patrimônio arquitetônico.
No mesmo dia, a mesa “São Paulo, resumo do mundo” propõe uma reflexão sobre como a diversidade cultural e os fluxos migratórios influenciaram a identidade da metrópole. Participam jornalistas e gestores culturais para discutir o patrimônio material e imaterial que representa os múltiplos povos que compõem São Paulo.
Acesso e participação do público
O Festival do Patrimônio 2026 reforça o compromisso da Prefeitura de São Paulo em promover o debate público sobre a preservação da memória e do patrimônio cultural da cidade. A programação é aberta e gratuita, com algumas atividades que exigem inscrição prévia disponível no site oficial da prefeitura.
Com uma agenda que valoriza a diversidade cultural e histórica, o evento convida moradores e visitantes a conhecerem de perto as histórias e tradições que formam o tecido urbano paulistano, ampliando o diálogo entre o passado e o presente. Para acompanhar a programação completa e garantir sua participação, acesse prefeitura.sp.gov.br.


