Expansão focada em aeroportos movimenta o Grupo 3T Brasil
A Saideira, marca co-criada em 2018 pelo Grupo 3T Brasil em parceria com o RIOgaleão, foi projetada para levar a atmosfera descontraída de um restaurante de praia carioca para dentro dos aeroportos. Segundo Humberto Munhoz, sócio-fundador do grupo, a proposta foi replicada em diversas unidades, sempre mantendo a identidade da marca, mas adaptando detalhes para cada local, como fotografias regionais, neons com frases típicas e referências visuais ao destino.
Atualmente, a Saideira possui 10 unidades distribuídas nos aeroportos de RIOgaleão (2 unidades), Guarulhos (2 unidades), Porto Alegre (2 unidades), Congonhas (SP), Fortaleza, Vitória e Florianópolis. Outras duas estão em construção: uma em Florianópolis e outra em um aeroporto ainda não divulgado, reforçando a estratégia do grupo para consolidar sua presença em terminais aeroportuários.
Aeroportos como porta de entrada para novas concessões
Munhoz afirma que a Saideira é a principal porta de entrada do Grupo 3T Brasil em novos aeroportos. “Não entramos em um novo aeroporto sem um A Saideira. Depois que a operação está consolidada, ampliamos nossa presença com outras marcas do portfólio”, explica. Essa estratégia tem sido fundamental para otimizar o crescimento da holding, que hoje concentra cerca de 75% do seu faturamento nas operações em aeroportos.
Adaptação do serviço ao perfil do passageiro
O Pasquim, a marca mais conhecida do grupo, foi criada em 2014 para atender ao público paulistano com uma proposta de boteco tradicional. Hoje, com unidades em São Paulo e no RIOgaleão, o Pasquim ajustou seu modelo para o ambiente aeroportuário. Enquanto na Vila Madalena o foco está em petiscos, chope, caipirinha e música ao vivo, no aeroporto o atendimento prioriza agilidade e praticidade, com 85% do faturamento vindo de alimentação rápida e sem música ao vivo.
Munhoz destaca que o tempo de permanência no aeroporto é reduzido, geralmente inferior a uma hora, o que muda o comportamento do consumidor. “Mesmo com essa dinâmica, o Pasquim mantém a alma de boteco, hospitalidade e comida de qualidade, além de uma carta de drinks que mantém a identidade da marca”, comenta.
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Fonte: agendapublica.com.br
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Fonte: londrinagora.com.br
Desafios e vantagens do canal aeroportuário
Entrar no ambiente aeroportuário é um desafio para muitas empresas devido aos custos elevados e às regras específicas de operação. Para o Grupo 3T Brasil, foram necessários quase dez anos para entender profundamente a jornada do passageiro, os papéis de cada ponto de venda e como colaborar com as concessionárias para montar um mix comercial eficiente.
Munhoz observa que, ao contrário das lojas de rua, onde cada unidade precisa conquistar seu público, nos aeroportos o fluxo de passageiros já está garantido. “O desafio é converter esse fluxo em vendas com a marca certa, o produto adequado e uma operação eficiente”, explica. Os custos de ocupação em aeroportos representam entre 20% e 22% do faturamento, enquanto nas lojas de rua ficam entre 8% e 12%.
Portfólio diversificado e crescimento financeiro
Além de A Saideira e O Pasquim, o Grupo 3T Brasil reúne outras marcas como Empanadas Y Tal, Crave Meat, A Ventana, Saladaria Mix e Juice da Orla, com presença tanto em aeroportos quanto no ambiente corporativo. As operações corporativas incluem cafeterias e restaurantes customizáveis em unidades do Banco Itaú em São Paulo.
Em 2025, o grupo faturou cerca de R$ 120 milhões e espera alcançar entre R$ 160 milhões e R$ 170 milhões neste ano. A previsão para 2027 é atingir R$ 220 milhões em faturamento, com planos de abrir três novas unidades do Pasquim em aeroportos onde já opera.
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Fonte: rjnoar.com.br
Consultoria destaca pontos importantes para atuação em aeroportos
Alan Tanno, consultor do Sebrae-SP, ressalta que a diversificação de marcas dentro dos aeroportos é um diferencial para atrair diferentes públicos ao longo do dia, do café da manhã ao jantar e até o tradicional chope antes do voo. Ele lembra que o fluxo constante de passageiros traz segurança para as operações, mas alerta para a necessidade de agilidade no atendimento, principalmente para o público corporativo que transita pela ponte aérea.
O consultor enfatiza que o tempo é o principal vilão no serviço aeroportuário. Atrasos no pedido podem gerar frustração, por isso o processo deve ser eficiente, com equipes treinadas e cardápios adaptados para refeições rápidas e de qualidade.
Além disso, Tanno destaca que os custos operacionais em aeroportos são mais elevados e exigem controle rigoroso para evitar prejuízos. “Este nicho não é para qualquer um. A gestão financeira precisa ser cuidadosa para garantir a sustentabilidade do negócio”, afirma.
O Grupo 3T Brasil mostra, assim, como a adaptação do modelo de negócios ao ambiente aeroportuário pode ser uma estratégia sólida para crescer em um mercado competitivo, traduzindo o potencial do setor para o bolso, emprego e atividade econômica regional.


