Inflação mensal desacelera em São Paulo
A inflação na cidade de São Paulo desacelerou para 0,44% em outubro, segundo dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe). Em setembro, o índice havia registrado alta de 0,51%. Apesar da redução na variação mensal, o acumulado nos últimos 12 meses subiu para 3,59%, superando os 3,42% registrados até setembro, o que indica que o custo de vida segue pressionado na capital paulista.
Habitação e transportes reduzem ritmo de alta
A desaceleração do IPC-FIPE em outubro foi puxada principalmente pelos grupos de Habitação e Transportes. O segmento de Habitação teve queda significativa na variação, passando de 0,98% em setembro para apenas 0,05% em outubro. Transportes, por sua vez, registrou deflação de 0,05%, revertendo o avanço de 0,30% no mês anterior. Também houve redução nas altas de Saúde, que passou de 0,19% para 0,09%, e Despesas Pessoais, que recuou de 0,30% para 0,22%.
Alimentação é o principal fator de pressão
Na contramão da tendência geral, o grupo Alimentação acelerou, saltando de 0,44% para 1,35% em outubro. Essa alta contribuiu com 0,39 ponto percentual para a inflação mensal, tornando-se o principal componente de pressão sobre o IPC-FIPE. O grupo Vestuário também apresentou leve aceleração, de 0,02% para 0,05%, enquanto Educação manteve estabilidade, com variação de 0,01%.
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Fonte: atividadenews.com.br
Inflação e decisão do Copom
O anúncio do IPC-FIPE coincidiu com a expectativa do mercado em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa Selic. A maior parte das instituições financeiras prevê a manutenção da Selic em 13,75% ao ano. Pesquisa publicada pelo Money Times indicou que 16 das 21 instituições consultadas esperam a estabilidade, enquanto cinco projetam um corte de 0,25 ponto percentual.
Além disso, o Boletim Focus trouxe revisões nas projeções para 2026: a inflação oficial (IPCA) foi elevada de 5,19% para 5,22%, o dólar passou de R$ 5,05 para R$ 5,34, e a Selic projetada subiu de 13,25% para 13,50%. A decisão do Copom está marcada para as 18h30 desta quarta-feira e tem impacto direto no controle da inflação, influenciando o custo do crédito, o consumo e a atividade econômica na região.


