Ampliação do Implanon nas UBSs
Surpreendentemente, a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Saúde (SES), intensificou o planejamento reprodutivo ao oferecer o implante subdérmico liberador de etonogestrel – o Implanon – em toda a rede municipal. Agora, cerca de 33 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dispõem do método, que mantém eficácia por até três anos sem necessidade de manutenção frequente.
Como solicitar o implante
Mulheres entre 14 e 49 anos, residentes em Sorocaba, podem procurar qualquer UBS para manifestar interesse. No primeiro contato, a equipe de saúde apresenta as alternativas contraceptivas disponíveis e faz uma avaliação inicial de planejamento familiar. Em seguida, agenda-se a inserção do dispositivo, sem burocracia excessiva.
Opinião de especialista
“O Implanon representa uma quebra de paradigma: é discreto, oferece autonomia e reduz erros de uso”, afirma uma ginecologista da SES, que preferiu não se identificar. Ela ressalta que a adesão ao método pode melhorar indicadores de saúde pública ao diminuir gestações não planejadas.
Procedimento e segurança
O implante é colocado por via subdérmica, em procedimento de baixa complexidade realizado em consultório, sob condições de assepsia. Um pequeno corte e o posicionamento do bastão na parte interna do braço garantem ação contínua, com liberação gradual de hormônio no organismo.
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Antes da aplicação, a paciente passa por triagem que inclui perguntas sobre histórico clínico, possíveis contraindicações e confirmação de não gravidez. A SES reforça que, se houver qualquer dúvida sobre gestação em curso, o procedimento é adiado para preservar a segurança.
O que muda na prática
Para quem sofre com esquecimento de pílulas ou desconforto de injeções mensais, o Implanon surge como uma alternativa: “O resultado? Menos consultas extras e maior tranquilidade”, destaca uma usuária que preferiu não se identificar, atendida na UBS do Jardim Santa Catarina.
Além de reduzir falhas no uso, o método tem impacto direto na rede de saúde pública, ao descongestionar filas e permitir que equipes se dediquem a outros atendimentos.
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Fonte: bahnoticias.com.br
Orientações e próximos passos
Após a inserção, a paciente recebe instruções sobre cuidados locais e sinais de alerta, como vermelhidão intensa, dor persistente ou febre. Em geral, o retorno está previsto para avaliação após quatro a seis semanas, mas só se torna obrigatório se houver intercorrências.
Em caso de dúvidas, a SES orienta a buscar a UBS mais próxima ou consultar canais oficiais da Prefeitura de Sorocaba. A expectativa é que, nos próximos meses, o público feminino perceba redução no número de interrompções involuntárias do método.
Juliana Rocha


