CasaCor São Paulo traz 70 projetos inéditos em 39ª edição no Parque da Água Branca
Na próxima terça-feira, São Paulo recebe a 39ª edição da CasaCor, uma das principais mostras de arquitetura, decoração e paisagismo do país. Realizada pela Editora Globo, o evento acontece no Parque da Água Branca e reúne 70 projetos inéditos que mesclam casas, espaços de convivência, praças e instalações artísticas. Sob o tema “Mente e coração”, a mostra propõe uma reflexão sobre o morar contemporâneo, valorizando ambientes que promovem conforto e acolhimento em meio à rotina acelerada e cheia de distrações.
“Queremos mostrar como a casa pode funcionar como um espaço de cura, onde as pessoas desaceleram e descobrem outras formas de inteligência”, explica Livia Pedreira, presidente do Conselho Curador da CasaCor. A edição promete despertar emoções ao longo do percurso, com espaços pensados para gerar sensações e descobertas constantes.
Experiência completa: diversidade de ambientes e respeito ao espaço natural
Distribuídos em cerca de dez mil metros quadrados, os ambientes da CasaCor São Paulo 2024 trazem variadas propostas para o morar. Entre os destaques, há estúdios modernos, residências amplas com grandes estantes que abrigam milhares de livros e até um pavilhão dedicado à meditação. O paisagismo ganha destaque com jardins adaptados à Mata Atlântica, utilizando espécies nativas e preservando as árvores originais do parque, que não sofreram qualquer interferência durante a exposição.
Essa integração com a natureza reforça a proposta de bem-estar e conexão, elementos centrais ao tema do evento. O visitante é convidado a vivenciar cada espaço, absorvendo diferentes sensações em ambientes que transitam entre o funcional e o artístico.
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Sustentabilidade como pilar: lixo zero e doação de materiais
Outro aspecto que marca a CasaCor São Paulo é o compromisso com a sustentabilidade. Todo o lixo gerado durante a montagem e realização da mostra é reaproveitado ou destinado a projetos sociais. Darlan Firmato, diretor de operações, ressalta que cerca de 40 toneladas de materiais são doadas a cada edição para ONGs que utilizam esses recursos em reformas e requalificação de moradias populares e creches na cidade.
Essa prática reforça o impacto social da CasaCor, que vai além do design e da arquitetura, promovendo também um efeito positivo na comunidade local. “A CasaCor São Paulo é a mais impactante, mas é parte de uma plataforma maior que influencia o Brasil e as Américas, com mais de 20 franquias em cidades brasileiras e internacionais”, destaca Darlan. No Rio de Janeiro, a mostra está confirmada para o período de 22 de setembro a 15 de novembro.
Profissionais renomados e homenagens que emocionam
Entre os destaques da edição paulistana, o arquiteto Nildo José apresenta sua sétima participação com a “casa celeiro”, espaço que revive memórias rurais e homenageia seu pai, falecido em 2024. Inspirado nas referências agrícolas do Parque da Água Branca e em suas raízes em Feira de Santana (BA), Nildo traz uma estante com mais de quatro mil livros, simbolizando a preservação do conhecimento e da memória familiar.
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Também estreia na CasaCor a capixaba Clara Nahas, que criou ambientes inspirados na mãe pianista, misturando referências literais e sutis para celebrar a música e a memória afetiva. Outro destaque é o holandês Edward van Vliet, que assina o Cubikoo, um pavilhão pré-montado em metal, cerâmica e jequitibá, pensado para meditação e bem-estar, construído em três meses.
Gabriel Fernandes homenageia a arquiteta pernambucana Janete Costa (1932-2008) ao exaltar o artesanato por meio de uma estante com entalhes feitos pelo artista mineiro Nelinho. “É das coisas mais lindas que já fiz e vi na vida”, afirma Gabriel. Já Felipe Saurin e Leticia Nannetti trazem influências da moda, televisão e artes visuais, ampliando a diversidade cultural e estética da mostra.
Com abertura marcada para 2 de junho, a CasaCor São Paulo 2024 promete ser um ponto de encontro entre inovação, memória, arte e consciência ambiental, convidando o público a repensar o conceito de lar e a vivência dos espaços.


