Crescimento expressivo da produção de eucalipto em São Paulo
O cultivo de eucalipto em São Paulo registrou um avanço relevante em 2024, consolidando-se como um dos principais motores do agronegócio estadual. Conforme dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), a produção aumentou 14% em relação ao ciclo anterior, reflexo direto no fortalecimento da economia regional. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) alcançou R$ 2,9 bilhões, destacando a importância econômica da cadeia produtiva do eucalipto para o estado.
Importância da cadeia produtiva e industrial do eucalipto
Esse crescimento reforça a modernização e a tecnificação da silvicultura paulista. O eucalipto corresponde a mais de 77% das florestas plantadas no estado, ocupando uma área superior a 1 milhão de hectares. São Paulo figura como o terceiro maior produtor nacional, ficando atrás de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com um volume total de 23,9 milhões de metros cúbicos.
A madeira de eucalipto abastece diversos setores industriais, incluindo papel e celulose, geração de energia por biomassa e carvão vegetal, construção civil, mobiliário e produção de óleos essenciais. A rápida renovação da espécie é estratégica para garantir o fornecimento constante de matéria-prima, atendendo à crescente demanda desses mercados.
Fernanda Abilio, presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo e diretora-executiva da Florestar, destaca a solidez e sustentabilidade da base produtiva do setor. Ela ressalta que o aumento no VPA reforça a competitividade do segmento, que agrega valor à economia, gera empregos e oferece matéria-prima renovável, consolidando São Paulo como polo estratégico de produção e logística no país.
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Impactos nas exportações e na balança comercial do agronegócio paulista
O avanço da silvicultura paulista tem reflexos positivos na balança comercial do agronegócio local. Produtos florestais estão entre os três principais itens exportados pelo estado, atrás apenas do complexo sucroalcooleiro e do setor de carnes. Em abril de 2026, as exportações do segmento somaram US$ 1,14 bilhão, representando 13,6% do total exportado pelo agronegócio paulista.
Dentre esses produtos, a celulose lidera as exportações, com participação de 66,3%, seguida pelo papel, que corresponde a 27,9%. Esse desempenho demonstra a integração eficaz entre produção rural e indústria, garantindo a presença competitiva do eucalipto paulista nos mercados internacionais mais exigentes.
Inovação e sustentabilidade na produção florestal paulista
O setor também é impulsionado por pesquisas da APTA REGIONAL, que desenvolvem sistemas de Integração Pecuária, Lavoura e Floresta (ILPF). As unidades de pesquisa localizadas em Brotas, Itapetininga e Tietê trabalham para aumentar a produtividade e promover práticas sustentáveis no cultivo do eucalipto.
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Esses sistemas otimizam o uso da terra, recuperam áreas degradadas e melhoram as condições para o rebanho. O eucalipto contribui para o conforto térmico dos animais, beneficiando especialmente a raça Nelore ao reduzir o estresse pelo calor, o que favorece a saúde fisiológica e aumenta a rentabilidade dos produtores.
As regiões do sudoeste, centro-oeste e do Vale do Paranapanema, incluindo municípios como Agudos, Botucatu e Capão Bonito, se destacam como polos dessa integração produtiva que alia eficiência econômica e preservação ambiental.
O Reporter Sorocaba segue acompanhando as transformações do agronegócio em São Paulo, apresentando informações detalhadas e análises que evidenciam o papel estratégico do setor para a economia regional.


