Crime organizado e economia: um desafio urgente
O avanço do crime organizado no Brasil ultrapassou a esfera da segurança pública e se tornou um entrave direto para o crescimento econômico, segundo Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Para ele, o enfrentamento dessa questão precisa estar no topo da agenda dos próximos governantes, sob risco de comprometer ainda mais a atividade econômica e o cotidiano da população.
Skaf manifestou essas preocupações em entrevista durante o Congresso Fiesp de Segurança Pública, realizado em São Paulo. O evento reuniu especialistas e autoridades nacionais e internacionais para discutir estratégias eficazes contra o crime organizado e seus impactos.
Insegurança afeta investimentos e comportamento social
Na visão do presidente da Fiesp, a insegurança influencia diretamente diversos setores econômicos. “A segurança pública interfere nos investimentos, no turismo, no emprego e até no comportamento das pessoas”, afirmou. A sensação de perigo não se restringe às grandes cidades, mas alcança municípios menores e regiões variadas do país. “Não há sensação de segurança nem em casa, nem no ponto de ônibus, nem na rua ou dentro do carro”, destacou.
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Skaf também relacionou o crescimento das organizações criminosas ao aumento da insegurança e cobrou uma reação firme do poder público. “O crime organizado cresceu muito nos últimos anos e todos nós somos testemunhas disso. Se não der um basta, não sei onde isso vai parar”, alertou.
Impacto direto na indústria e na economia nacional
O presidente da Fiesp ressaltou que a preocupação da entidade está diretamente ligada à importância da indústria na economia brasileira, que responde por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB). “Se o Brasil não for bem, não há como a indústria ir bem. E se a indústria não for bem, o Brasil também não vai bem”, afirmou.
Skaf defendeu que o combate ao crime organizado envolva uma articulação entre diferentes instituições, como governos, polícias, Ministério Público, Judiciário e órgãos de inteligência financeira. Entre as estratégias citadas está o rastreamento dos recursos movimentados pelas organizações criminosas, com participação da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
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Fonte: rjnoar.com.br
O congresso teve como objetivo reunir experiências e propostas que possam servir de base para diretrizes políticas efetivas. “Espero que os novos governantes eleitos tenham como prioridade a segurança pública e a coragem para tomar as providências necessárias”, concluiu Paulo Skaf.


