Viagens corporativas movimentam economia de São Paulo
Em 2024, as viagens corporativas impulsionaram cerca de US$ 3,4 bilhões na economia de São Paulo, conforme levantamento da GBTA (Global Business Travel Association) em parceria com a consultoria Rockport Analytics. Os dados mostram que os US$ 2,4 bilhões gastos diretamente pelos profissionais em deslocamento de trabalho na capital paulista geraram cerca de US$ 700 milhões em Produto Interno Bruto (PIB), sustentaram 33 mil empregos e contribuíram com US$ 400 milhões em arrecadação tributária.
Para cada US$ 1 bilhão investido por viajantes corporativos, aproximadamente 13,8 mil postos de trabalho foram mantidos. São Paulo figura como uma das únicas cidades latino-americanas no estudo, ao lado da Cidade do México, que avaliou 25 destinos globais, considerando não apenas o volume de gastos, mas também a forma como esse dinheiro circula e impacta a economia local.
Impactos na cadeia econômica e geração de empregos
Luiz Moura, Chief Business Officer (CBO) da VOLL e membro do Conselho de Turismo da FecomercioSP, destaca que o efeito das viagens corporativas vai muito além dos custos visíveis como passagens e hospedagem. “Quando um profissional viaja para reuniões, eventos ou negociações, toda uma cadeia é ativada, envolvendo transporte, alimentação, comércio e serviços”, explica Moura. Esse movimento não só gera empregos diretos como também amplia a arrecadação e fortalece o destino.
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O estudo da GBTA evidencia que, globalmente, os gastos com viagens de negócios somaram cerca de US$ 178 bilhões em 2024, representando 12% do total mundial. Considerando os efeitos diretos, indiretos e induzidos, esse montante resultou em US$ 283 bilhões em vendas, US$ 93 bilhões em PIB, quase 1,4 milhão de empregos e US$ 54,5 bilhões em arrecadação de impostos.
Variações e potencial de desenvolvimento econômico
A capacidade de transformar os gastos de viajantes corporativos em retorno econômico varia conforme a estrutura de cada cidade. Copenhague, por exemplo, gera cerca de US$ 0,60 em arrecadação tributária para cada dólar gasto, enquanto Nova York alcança US$ 1,76 em vendas por dólar desembolsado. Moura reforça que São Paulo, ao reconhecer o potencial da viagem corporativa para gerar empregos e impostos, pode utilizar aeroportos e hotéis como ferramentas estratégicas de desenvolvimento econômico.
“Quando a cidade entende que cada viajante deixa emprego e imposto para o vizinho da esquina, ela passa a enxergar essas estruturas como política de desenvolvimento e não apenas conveniência”, afirma Moura. Essa visão é crucial para ampliar os benefícios das viagens corporativas no Brasil, sobretudo na capital paulista.
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Sobre Luiz Moura e sua atuação na área de turismo corporativo
Luiz Moura acumula mais de 20 anos de experiência na interseção entre turismo e tecnologia. Como cofundador e Chief Business Officer (CBO) da VOLL, maior plataforma de gestão de viagens e despesas corporativas da América Latina, ele representa uma voz influente na transformação do setor. Moura também integra o Conselho de Turismo da FecomercioSP e o conselho da Alagev (Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas).
Formado em Marketing e Gestão de Mercados pela Fundação Dom Cabral, com formação executiva em Inteligência Artificial pela Stanford Graduate School of Business, ele foi selecionado em 2026 pela GBTA para concorrer a uma cadeira do Global Board of Directors. Além de viajante frequente, Moura acompanha as mudanças no comportamento, tecnologia e negócios ligados às viagens corporativas, abordando temas como inovação, inteligência artificial e transformação digital.


