Alares amplia presença em São Paulo com compra estratégica
A Alares, uma das maiores provedoras de internet fixa do Brasil, presente em 232 municípios, anunciou sua 22ª aquisição ao fechar a compra da Oquei Telecom por R$ 189 milhões. A Oquei atende 68 mil clientes em 28 cidades da região de São José do Rio Preto, no interior paulista, e conta com uma rede de fibra ótica de 3,1 mil quilômetros, além de 22 lojas físicas. O valor pago representa 5,3 vezes o Ebitda anual da empresa, que é de R$ 35,5 milhões.
Plano de expansão nacional e foco em qualidade das redes
A estratégia da Alares prevê futuras aquisições em diversos estados onde atua, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Paraná e Paraíba, além de regiões vizinhas. Segundo o presidente da companhia, a busca é por provedores com redes robustas, receita média por cliente atrativa, boa governança e potencial de crescimento. Fusões com empresas de porte semelhante ou incorporações por grandes teles nacionais não estão nos planos.
Após a aquisição da Ipnet, localizada na região de Sorocaba (SP) em outubro, que já foi totalmente integrada no início deste ano, a Alares reforça sua capacidade de integrar rapidamente as empresas incorporadas. Essa agilidade contribui para o aumento do faturamento, redução de custos, melhora das margens e maior geração de caixa, consolidando a companhia como um protagonista no mercado.
Leia também: Alares Conclui Aumento de Capital de R$ 28,4 Milhões e Fortalece Expansão Estratégica
Leia também: Economia brasileira cresce 0,1% em abril apesar de desafios globais e juros altos
Resultados financeiros e desafios com juros elevados
No primeiro trimestre, a Alares registrou receita líquida de R$ 248 milhões, alta de 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda alcançou R$ 117 milhões, crescimento de 19,8%, com margem de 47,2%, um avanço de 3,3 pontos percentuais. Apesar dos resultados operacionais positivos, a empresa apresentou prejuízo líquido de R$ 33,5 milhões, impactada por despesas financeiras de R$ 70,6 milhões, um aumento de 29,4% devido aos juros elevados no país.
A companhia mantém uma dívida líquida de R$ 1,4 bilhão, com alavancagem de 2,94 vezes o Ebitda. O presidente destaca que, apesar da alta persistente dos juros representar um desafio estrutural para todos os setores, a empresa considera razoável manter a alavancagem abaixo de três vezes nesse cenário.


