Passagem subterrânea une os dois prédios do Masp na Avenida Paulista
A Avenida Paulista ganhou um novo espaço que conecta os dois prédios do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Trata-se de uma passagem subterrânea de 50 metros, inaugurada nesta sexta-feira (11), que oferece acesso seguro entre os edifícios e abriga uma obra inédita da artista carioca Beatriz Milhazes.
O túnel fica sob a movimentada avenida e conta com três claraboias que permitem a entrada de luz natural, além de oferecer vistas dos pedestres na calçada acima. A obra é a primeira de grande escala construída subterrânea em um museu na América Latina, resultado de um processo que iniciou pela construção do teto e das paredes laterais, seguido pela escavação do espaço.
Conexão entre arte e funcionalidade no Masp
Paulo Vicelli, diretor de Experiência e Comunicação do Masp, destaca que a passagem facilita o transporte de obras e equipamentos entre os prédios e proporciona aos visitantes um trajeto confortável para explorar as exposições. “Com essa conexão, o Masp oferece um serviço que integra os edifícios de forma segura e confortável, tornando a visita mais completa”, afirma.
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Além da função prática, o túnel abriga a instalação imersiva “Pietrolina”, o maior mural da artista Beatriz Milhazes, que mescla os nomes dos fundadores do museu, Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi. Com 98 metros de extensão, a obra traz referências carnavalescas, como arabescos, listras e florais, características do estilo da artista.
Processo criativo e significado da obra “Pietrolina”
Beatriz Milhazes revelou que o ponto de partida para a criação do mural foi a pintura “Avenida Paulista”, doada ao Masp em 2020. Ela detalhou o desenvolvimento do projeto: “Trabalhei inicialmente com lápis sobre a planta arquitetônica e depois desenvolvi a paleta com tinta acrílica para facilitar a tradução das cores no espaço.” A artista também criou uma maquete física para avaliar o funcionamento do projeto.
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Após mais de dois anos de elaboração, a execução da pintura dentro da passagem levou três meses. “Pietrolina” convida o público a um percurso visual que remete a um desfile, propondo uma experiência imersiva que dialoga com a circulação na avenida e o patrimônio cultural representado pelo museu.


