ExpoSKI: o epicentro dos negócios em turismo de neve
O maior encontro dedicado ao turismo de inverno no Brasil acontece longe das montanhas, no Clube Athletico Paulistano, em São Paulo. A 7ª edição da ExpoSKI, marcada para os dias 8 e 9 de setembro, reúne 54 marcas premium do universo da neve, vindas de quatro continentes. Em oito anos, o evento já comprovou sua eficácia comercial e se firmou como o principal polo de negócios do setor na América Latina.
Reuniões intensas e um formato eficiente
O destaque da ExpoSKI é o agendamento prévio de 42 reuniões para cada expositor em dois dias, com encontros de 15 minutos intercalados por breves intervalos. Com 54 participantes, são mais de 2.200 conversas estruturadas que movimentam o mercado em 48 horas. Esse formato exclusivo não só reforça a relevância do evento, como também explica sua liderança no turismo de neve latino-americano.
Origem dos expositores e estratégias globais
A diversidade dos expositores revela onde o dinheiro do esqui está concentrado. Países europeus como Áustria, Andorra, Itália, França e Suíça marcam presença com organizações oficiais como Austria Tourism, Andorra Turisme e Trentino Marketing. Do outro lado, Brand USA e Extraordinary Canada disputam espaço com o Chile, representado por Sernatur, único destino de neve do hemisfério sul presente no evento. Essa distribuição estratégica permite que operadores brasileiros ofereçam pacotes durante o ano inteiro, aproveitando as temporadas distintas entre Europa e América do Sul.
Turismo de luxo e a valorização do consumidor brasileiro
O segmento de hospedagem reflete o crescimento do turismo de neve de alto padrão. Marcas como Mandarin Oriental, Monte-Carlo SBM e grupos boutique como Hôtel Le Coucou e Chalet Angelus oferecem mais que diárias, vendem experiências exclusivas. A participação desses hotéis cinco estrelas no evento indica que o consumidor brasileiro de luxo é prioridade para a hotelaria alpina, sinalizando um mercado com grande potencial de faturamento.
Relação com companhias aéreas e expansão das rotas
O setor aéreo reforça a importância crescente das conexões entre Brasil e destinos de neve. A presença da United Airlines e da Copa Airlines destaca o fortalecimento dessas rotas internacionais, fundamentais para sustentar o fluxo de turistas brasileiros rumo aos Alpes e à América do Norte.
Modelo de negócio baseado na cooperação
Desde sua fundação em 1991 por Adriana Boischio, a ExpoSKI mantém um posicionamento singular: não há exclusividade nem restrição de marcas. Essa abertura permite que concorrentes diretos, como resorts austríacos e italianos, dividam o mesmo espaço. A lógica é que o crescimento conjunto do setor supera disputas pontuais, criando uma dinâmica semelhante a feiras consolidadas em outros segmentos culturais onde a cooperação entre rivais amplia o mercado para todos.
Capacitação para fortalecer a ponta de vendas
A programação inclui workshops diários das 9h às 18h, demonstrando a maturidade do setor. Palestras como a do Brand USA, que apresenta ferramentas gratuitas para venda de esqui, indicam que o principal desafio do turismo de neve no Brasil não é a falta de interesse do consumidor, mas a necessidade de qualificar agentes de viagens para venderem produtos técnicos de forma eficaz.
O turismo de neve como motor econômico diversificado
A ExpoSKI representa um segmento que, apesar de nichado, movimenta uma cadeia robusta de negócios: destinos turísticos, companhias aéreas, hotelaria de luxo e capacitação profissional, tudo concentrado em dois dias de evento no coração de São Paulo. O encontro mostra como o turismo de inverno pode gerar impacto significativo na economia, ampliando oportunidades para vários setores envolvidos.


