Viagens corporativas e o impacto econômico em São Paulo
As viagens corporativas geraram cerca de US$ 3,4 bilhões em atividade econômica em São Paulo em 2024, aponta estudo da GBTA (Global Business Travel Association) em parceria com a consultoria Rockport Analytics. Desse total, US$ 2,4 bilhões foram gastos diretamente pelos profissionais em deslocamentos a trabalho na cidade, o que sustentou aproximadamente US$ 700 milhões do Produto Interno Bruto (PIB), 33 mil empregos e US$ 400 milhões em arrecadação tributária.
Para cada US$ 1 bilhão gasto por viajantes corporativos na capital paulista, cerca de 13,8 mil postos de trabalho foram mantidos, evidenciando o papel estratégico desse segmento para a economia local.
São Paulo entre as maiores cidades analisadas
São Paulo é uma das duas únicas cidades latino-americanas incluídas no levantamento, ao lado da Cidade do México. O estudo, divulgado em setembro de 2026 e baseado em dados de 2024, avaliou 25 destinos globais para mensurar não apenas os gastos diretos dos viajantes corporativos, mas também o efeito multiplicador desses recursos na economia local.
Leia também: Viagens corporativas geram US$ 3,4 bilhões na economia de São Paulo e impulsionam empregos
Leia também: Harry Styles e o impacto econômico em São Paulo: shows que impulsionam setores essenciais
Luiz Moura, membro do Conselho de Turismo da FecomercioSP e diretor de Negócios da agência digital VOLL, destaca que o impacto das viagens corporativas vai além das passagens aéreas e diárias de hotel. “Quando um profissional viaja para uma reunião, evento ou negociação, ele movimenta toda uma cadeia que inclui transporte, alimentação, hospedagem, comércio e serviços, gerando empregos e arrecadação para o destino”, explica Moura.
Contexto global e variações regionais
Entre os 25 destinos analisados, os gastos com viagens corporativas somaram cerca de US$ 178 bilhões em 2024, representando 12% do total mundial. O levantamento mostra que, para cada dólar gasto diretamente por viajantes a trabalho, cerca de US$ 1,59 em atividade econômica foram gerados.
Considerando os efeitos diretos, indiretos e induzidos, esses gastos corresponderam a aproximadamente US$ 283 bilhões em vendas, US$ 93 bilhões em PIB, quase 1,4 milhão de empregos e US$ 54,5 bilhões em arrecadação de impostos.
Leia também: Feiras B2B impulsionam negócios e fortalecem a economia de São Paulo
Leia também: Turismo em São Paulo alcança recorde histórico em junho e impulsiona R$ 2,21 bilhões na economia
O impacto varia conforme a estrutura econômica de cada cidade. Copenhague, por exemplo, registra cerca de US$ 0,60 em arrecadação tributária para cada dólar gasto por viajantes corporativos, enquanto Nova York gera US$ 1,76 em vendas para cada dólar desembolsado.
Perspectivas para São Paulo e a importância do setor
Moura ressalta que essa diferença reforça a importância de entender o potencial de cada destino em transformar o fluxo de viajantes em atividade econômica concreta. “Quando uma cidade reconhece que cada viajante traz emprego e impostos para a comunidade local, ela passa a enxergar aeroportos e hotéis não apenas como conveniências, mas como elementos estratégicos de desenvolvimento econômico. Essa é uma discussão urgente para o Brasil, e São Paulo tem condições de liderar esse movimento”, afirma.


