OMS Confirma Ataques à saúde no Irã
Na última quinta-feira (5), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que a entidade verificou 13 ataques a infraestrutura de saúde no Irã, em meio a um crescente conflito envolvendo EUA e Israel. Além disso, há relatos de que quatro profissionais de saúde foram mortos e 25 ficaram feridos devido a esses ataques. A OMS está intensificando a checagem das informações recebidas.
Durante uma coletiva de imprensa, Ghebreyesus afirmou: “A OMS verificou 13 ataques a serviços de saúde no Irã e um no Líbano”. No entanto, ele não atribuiu a responsabilidade por essas ações a países específicos e se absteve de fornecer detalhes adicionais sobre os incidentes.
Danos aos Serviços de Saúde
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A Dra. Hanan Balkhy, que também participou da coletiva, revelou que quatro ambulâncias no Irã foram danificadas. Ela mencionou que hospitais e outras instalações de saúde sofreram danos menores em decorrência de ataques nas proximidades, conforme informações de autoridades iranianas. Um dos hospitais, localizado na capital Teerã, precisou ser evacuado, conforme relato anterior da agência de saúde da ONU.
O embaixador do Irã na ONU, em Genebra, enviou uma carta a Tedros, afirmando que 10 instalações de saúde foram atingidas por ataques militares. Essa comunicação reforça a preocupação com a segurança das estruturas que prestam assistência médica à população.
Impacto na Logística de Suprimentos
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Fonte: rjnoar.com.br
Outro ponto importante destacado por Balkhy é que o centro logístico da OMS em Dubai, responsável por fornecer suprimentos médicos para diversos países, está temporariamente fora de operação devido a restrições de transporte na região. Essa interrupção pode afetar a assistência médica em outras áreas que dependem desses recursos.
Contexto do Conflito no Oriente Médio
A situação no Irã é parte de um contexto mais amplo de tensões no Oriente Médio. Desde o último sábado (28), os Estados Unidos e Israel intensificaram ataques contra alvos no Irã, em resposta ao polêmico programa nuclear iraniano. Em retaliação, o regime islâmico iniciou ações contra países da região que hospedam bases militares dos EUA, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques coordenados pelos EUA e Israel. Após essa declaração, o Irã respondeu com ameaças de uma “ofensiva mais pesada” na história, evidenciando a gravidade do conflito.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que a retaliação pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos é considerada um “direito e dever legítimo” do país persa. Esse clima tenso gera um cenário de incerteza e preocupação na comunidade internacional, especialmente em relação à proteção das estruturas de saúde e a segurança da população civil.
Por outro lado, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, também se manifestou em relação à situação, ameaçando o Irã contra possíveis ataques retaliatórios. Ele afirmou: “É melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As hostilidades entre as partes continuam a evoluir, deixando o mundo em expectativa sobre os próximos passos nesse conflito.


