Crise financeira afeta salários e compromissos dos clubes
São Paulo e Corinthians vivem um momento delicado em suas finanças, que tem impactado diretamente o funcionamento das equipes. Recentemente, os dois clubes atrasaram o pagamento dos salários e direitos de imagem dos jogadores e da comissão técnica. O São Paulo não depositou os vencimentos referentes a setembro, que deveriam ter sido pagos até o dia 8, conforme apurou o ge. Já o Corinthians deixou de cumprir os pagamentos relativos a agosto, que estavam previstos para o quinto dia útil deste mês.
Contratos e disputas internas no São Paulo
Para aliviar o aperto financeiro, o São Paulo aposta em um novo contrato com a Ticketmaster para a gestão dos ingressos do Morumbi. A proposta, defendida por Harry Massis Jr., prevê uma antecipação de R$ 140 milhões pela empresa, valor que a diretoria acredita essencial para reforçar o caixa e acertar os atrasados com os atletas. No entanto, a aprovação do acordo tem enfrentado resistência dentro do clube. Embora tenha passado pelo Conselho de Administração, o contrato ainda depende do aval do Conselho Deliberativo. Paralelamente, uma comissão foi formada para analisar questionamentos apresentados pela NewC, outra empresa que participou da seleção da nova gestora de ingressos. Em áudio obtido pelo Estadão, Harry Massis Jr. reforça a necessidade dos recursos para o equilíbrio financeiro do São Paulo.
Corinthians busca vendas para reforçar caixa, mas enfrenta dificuldades
O Corinthians tenta equilibrar as contas por meio da negociação de jogadores, mas até o momento não conseguiu concretizar vendas significativas. A diretoria estabeleceu metas de arrecadação com transferências, mas nenhuma operação foi finalizada. Entre as tentativas recentes, destaca-se a negociação de André com o Nottingham Forest, que foi interrompida após o clube inglês não responder à contraproposta do time alvinegro.
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Faturamento recorde não resolve dívidas bilionárias
Apesar dos recordes de faturamento registrados em 2025, São Paulo e Corinthians ainda enfrentam dívidas que comprometem suas finanças. O São Paulo alcançou a marca de R$ 1,085 bilhão em receitas, enquanto o Corinthians faturou R$ 810,1 milhões no mesmo período. Mesmo assim, o impacto sobre os passivos foi limitado. O endividamento do São Paulo diminuiu de R$ 968,2 milhões em 2024 para R$ 858,2 milhões ao fim de 2025, uma redução de 11,4%, ou R$ 110 milhões. Já o Corinthians viu sua dívida crescer cerca de 6%, passando de R$ 2,568 bilhões para R$ 2,723 bilhões, mesmo com o faturamento recorde e a conquista da Copa do Brasil no ano.
Esses números mostram que, embora os clubes tenham aumentado sua receita, as dívidas permanecem elevadas e desafiam a sustentabilidade financeira das instituições. A busca por soluções eficazes se torna cada vez mais urgente para evitar maiores impactos na operação e no desempenho esportivo.


