O peso do vício nas apostas na carreira de Jonathan Gómez
Jonathan Gómez, meio-campista que já vestiu a camisa do São Paulo, abriu o coração sobre o vício em apostas que destruiu sua vida profissional e pessoal. Aos 36 anos, o argentino está sem clube desde que deixou o Sarmiento de Junín, da Argentina. Em entrevista ao canal MargaTV, no YouTube, ele revelou que perdeu tudo o que conquistou durante a carreira: “Perdi tudo. Estou passando por um processo em que não sei se algum dia poderei voltar a jogar futebol, que é o que mais amo”.
Consequências do vício para relacionamentos e rotina
O jogador detalhou como o vício afetou seu convívio com amigos e a esposa. Segundo ele, a dependência alterava seu humor e comportamento, afastando pessoas próximas. “Isso te distrai, não só no trabalho, mas no seu dia a dia. Muda seu humor, muda sua personalidade. Às vezes, quando me sento para conversar com amigos com quem estou me reconectando agora, eles dizem: ‘Ei, Jony, você não estava por perto’, e eu não percebi, ou estava me escondendo, ou não queria ir, ou não estava fazendo as coisas”, relatou.
Jonathan ainda falou sobre os conflitos com a mulher: “Ela me dizia: ‘Jony, o que há de errado com você?’ Isso me irritava o tempo todo, porque leva a essa situação. Quando você ganha, tudo é ótimo”.
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Extorsão e dívidas milionárias
Além do vício, Jonathan Gómez enfrentou ameaças e extorsão. Ele acumulou uma dívida de 50 mil dólares (R$ 259 mil) em uma plataforma clandestina de apostas e cassino online. Sob ameaças de morte, teve que assinar quatro notas promissórias reconhecidas em cartório, que indicavam uma dívida de 505 mil dólares (R$ 2,6 milhões). Ao buscar ajuda das autoridades, o jogador não foi ouvido: “O promotor nunca sequer se dispôs a me ouvir”, declarou.
Trajetória no futebol e desafios atuais
Jonathan chegou ao São Paulo em 2017, após destaque no Santa Fe, da Colômbia. Durante sua passagem no clube paulista, foi emprestado ao Al-Fayha, da Arábia Saudita, além de CSA e Sport. Em 2020, retornou à Argentina, onde jogou por Argentinos Juniors, Racing, Rosario Central e, por último, Sarmiento de Junín.
O meio-campista enfatizou a gravidade do vício: “Isso é uma droga. Quero que as pessoas entendam isso claramente, que é como uma droga. É mais sutil, porque eu posso estar falando com você hoje, segurando meu celular, e você nem vai perceber que estou jogando”.


