Investigação do Gaeco e os Golpistas
Uma recente investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desvendou um esquema elaborado no qual uma quadrilha estaria oferecendo planos de saúde fraudulentos, utilizando a identidade de uma operadora de planos de saúde conhecida do interior de São Paulo. Os suspeitos abriram três empresas para realizar os golpes: uma em Rio Preto, outra em São Gonçalo e a terceira em Vitória, no Espírito Santo. Até o encerramento desta reportagem, duas pessoas haviam sido presas.
A operadora Unimed, que teve seu nome associado a esse esquema, enviou uma nota à reportagem destacando que não tem qualquer relação com as empresas sob investigação e que, na verdade, é uma das vítimas do uso indevido de sua marca. A Unimed reforçou a importância de se proteger contra fraudes e forneceu orientações aos seus associados e à população em geral, que devem verificar a autenticidade das corretoras de planos de saúde.
Como Funcionava o Golpe
Entre os anos de 2024 e 2025, os golpistas comercializaram planos de saúde falsos, tanto individuais quanto coletivos, abrangendo várias regiões do país. Uma prática comum utilizada pelos criminosos era a emissão de carteirinhas falsas, que enganaram muitas vítimas. Apenas quando precisavam de atendimento médico é que as pessoas descobriram que não tinham cobertura alguma, o que gerou grandes transtornos.
Além da emissão de carteirinhas, os criminosos exigiam o pagamento de uma taxa de adesão e mensalidades, sem, no entanto, fornecer o serviço prometido. O número total de vítimas afetadas ainda não é conhecido, mas é certo que o impacto financeiro e emocional foi considerável para todos os envolvidos.
Ação da Unimed e Recomendações de Segurança
De acordo com informações da Unimed, a cooperativa identificou a atuação da falsa corretora em fevereiro de 2025. Diante da gravidade da situação, a empresa iniciou uma investigação interna que foi rapidamente encaminhada ao Ministério Público. A cooperativa destacou que, para evitar que casos como esse se repitam, é fundamental que os consumidores contratem planos de saúde somente através de seus canais oficiais ou por meio de corretoras que estejam devidamente autorizadas.
Essa orientação é essencial, pois a proteção contra fraudes no setor de saúde é um tema cada vez mais relevante. Com o crescimento da oferta de serviços digitais, os golpistas têm encontrado novas maneiras de enganar os consumidores. Portanto, é importante ficar atento e realizar pesquisas antes de fechar qualquer contrato, priorizando sempre a segurança e a veracidade das informações.
Conclusão e Vigilância Contínua
Este caso evidencia a necessidade de vigilância constante tanto por parte das operadoras quanto dos consumidores. O Gaeco desempenha um papel crucial na identificação e combate a fraudes, mas a colaboração da população é igualmente importante. Denunciar atividades suspeitas e verificar a autenticidade de propostas são passos fundamentais para evitar que mais pessoas sejam enganadas. A Unimed e outras operadoras devem continuar a se esforçar para proteger seus usuários, promovendo a conscientização e oferecendo canais de comunicação claros e seguros.


