Fim da greve e acordo em São Paulo
A Prefeitura de São Paulo anunciou a normalização do atendimento nas unidades de educação afetadas pela greve dos professores e servidores da rede municipal, que teve adesão de 2% do total dos profissionais. O encerramento da paralisação ocorreu após a assinatura do Protocolo de Entendimento entre a administração municipal, representada pelas Secretarias Municipais de Gestão e Educação, e a Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (COEDUC), que reúne SINESP, SEDIN e SINPEEM.
Compromissos para valorização e melhorias na educação
O protocolo firmado prevê uma série de compromissos voltados à valorização dos profissionais da educação, incluindo reajuste salarial e fortalecimento da rede pública municipal. Entre os pontos acordados está a regulamentação da compensação dos dias e horas não trabalhados durante a greve, assegurando que não haja prejuízo no pagamento do Prêmio de Desempenho Educacional (PDE). Além disso, o retorno imediato às atividades escolares foi garantido.
O documento contempla ainda ações voltadas ao bem-estar e saúde ocupacional dos servidores, com foco na melhoria das condições de trabalho e no combate à violência nas unidades educacionais. Essas medidas buscam oferecer um ambiente escolar mais seguro e saudável para professores, estudantes e demais funcionários.
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Foco na carreira, formação e infraestrutura
Outro destaque do protocolo é a valorização da carreira do profissional da educação, com reuniões periódicas para debates sobre temas como educação especial, especialmente para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) até 2026, além da oferta de capacitações continuadas. No campo da gestão, estão previstas modernizações no Sistema de Gestão Pedagógica (SGP), monitoramento de obras e equipamentos, bem como ampliação da transparência nos processos de matrícula, incluindo a garantia de vagas na educação infantil.
O protocolo ainda reforça a segurança escolar e mantém o diálogo constante com os sindicatos, além de assegurar o pagamento do PDE com os devidos encaminhamentos jurídicos relacionados à greve.
Reajustes salariais e investimentos contínuos
Desde 2021, a Prefeitura de São Paulo tem investido mais de R$ 8 bilhões na valorização dos servidores municipais, garantindo um piso inicial acima do mínimo nacional. Para 2026, os professores em início de carreira, com jornada de 40 horas semanais, terão aumento de até 5,4% no piso, passando a receber R$ 5.831,88, valor 13,7% superior ao piso nacional da categoria.
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
Outros profissionais da educação receberão reajuste total de aproximadamente 4,6%, referente a parcelas previstas na Lei nº 18.463/2026, com possibilidade de acréscimo de até 1,48% ainda em 2026, caso as condições fiscais permitam. Além disso, os benefícios de Auxílio Refeição e Vale Alimentação também serão reajustados seguindo os mesmos índices.
Fernando Padula, secretário municipal de Educação, ressaltou o compromisso da Prefeitura com o diálogo e a valorização dos profissionais: “Este protocolo demonstra nosso empenho em garantir o retorno das atividades, preservar o atendimento aos estudantes e promover avanços importantes para a rede municipal de educação”.


