Confirmação no Conselho para a Economia da Santa Sé
O Papa Leão XIV confirmou o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, como membro do Conselho para a Economia da Santa Sé. O anúncio das nomeações e confirmações do órgão foi divulgado em 11 de julho. Além de dom Odilo, foram confirmados outros integrantes importantes, como o cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Freising, na Alemanha, que seguirá como coordenador do Conselho, e a professora Charlotte Kreuter-Kirchhof, da Universidade Heinrich-Heine de Düsseldorf, como vice-coordenadora.
Função do Conselho para a Economia
O Conselho para a Economia foi criado pelo Papa Francisco em 24 de fevereiro de 2014, por meio da Carta Apostólica Fidelis dispensator et prudens. Sua principal missão é supervisionar a gestão econômica, as estruturas administrativas e as atividades financeiras dos Dicastérios da Cúria Romana, das instituições vinculadas à Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano. O órgão atua no controle e na orientação das finanças, sem exercer funções executivas.
Em entrevista ao Vatican News em 2023, dom Odilo Scherer destacou que o Conselho tem papel consultivo, oferecendo propostas e sugestões para as decisões do Papa. Desde agosto de 2020, quando foi nomeado pelo Papa Francisco, o cardeal participa das reuniões do Conselho, focando em temas como análise de balanços, orçamentos e políticas econômicas da Santa Sé.
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Composição atual e funções administrativas
Além do cardeal Scherer, permanecem membros do Conselho os cardeais Gérald Cyprien Lacroix, arcebispo de Quebec, no Canadá, e Joseph William Tobin, C.Ss.R., arcebispo de Newark, nos Estados Unidos. Também integram o grupo Leslie Jane Ferrar, administradora da Arquidiocese de Westminster, e Alberto Minali, administrador da REVO Insurance. Monsenhor Brian Edwin Ferme foi reconduzido ao cargo de secretário do Conselho, garantindo continuidade administrativa ao órgão.
Essa estrutura reforça o compromisso da Santa Sé em manter a transparência e o controle rigoroso sobre suas finanças e atividades econômicas, essenciais para a gestão eficiente e responsável dos recursos da Igreja Católica.


