Delegado Fala Sobre a Investigação
O delegado Acácio Leite, responsável pela apuração de uma suposta agressão a um aluno autista em Sorocaba, forneceu detalhes sobre o caso que vem chamando atenção. Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a cuidadora designada para acompanhar o menino é acusada de chacoalhá-lo de forma violenta e de apertar seu braço. Além das evidências de lesões, consta no BO que a criança teria sido impedida de utilizar o banheiro de forma adequada.
“A criança foi encaminhada para exame de corpo de delito e também para uma escuta especializada. Já temos as imagens do ocorrido e, neste momento, o foco é realizar as diligências necessárias”, explicou o delegado. Ele ressaltou que o primeiro passo é ouvir a vítima, considerando a fragilidade da situação e a necessidade de compreender o ocorrido a partir do ponto de vista do menino.
Escuta da Criança é Fundamental
O delegado afirmou que a escuta da criança é a prioridade da investigação. “Precisamos do depoimento para entender o que realmente aconteceu. Assim que tivermos essa informação, já estabelecemos um compromisso com a escola para ouvir a cuidadora e a família, a fim de entender o contexto completo da situação”, destacou Acácio Leite.
Denise Santos, mãe do menino, relatou à TV TEM que no dia do ocorrido, seu filho estava bastante ansioso ao voltar da escola. “Ele começou a me contar que a cuidadora apertava seu braço e não o deixava comer. Além disso, ele mencionou que a cuidadora se irritava quando ele precisava ir ao banheiro. O que ela fez não pode ficar impune, pois foi algo muito grave. Ela não é apta a cuidar de crianças e eu quero justiça”, afirmou Denise, visivelmente abalada.
Agravantes do Caso
O fato de a vítima ser uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) poderá agravar a situação legal da cuidadora, conforme ressaltou o delegado Leite. Em caso de confirmação das agressões, outros funcionários da escola também poderão ser responsabilizados, principalmente se houver evidências de que estavam cientes do que acontecia.
“Estamos buscando entender todo o contexto desta situação, ouvindo a voz da criança, além de testemunhas que possam colaborar. É fundamental que a cuidadora também tenha a oportunidade de se defender, se necessário”, afirmou o delegado.
Repercussão e Providências
O incidente teve início quando Denise Santos denunciou uma professora auxiliar da Escola Estadual ‘Professor Jorge Madureira’, localizada no Parque das Laranjeiras, por agressão ao seu filho, que possui 11 anos. No boletim de ocorrência, a mãe mencionou que começou a perceber um comportamento diferente dele, que frequentemente voltava para casa chorando.
No dia em que as agressões teriam ocorrido, uma das educadoras responsáveis pelo atendimento com crianças especiais entrou em contato com Denise, pedindo que ela comparecesse à escola no dia seguinte para conversarem. Contudo, a mãe optou por não ir, pois seu filho não estava bem e necessitava de atendimento terapêutico devido a comportamentos estranhos, como recusa para ir à escola.
Posicionamento da Escola e da Secretaria de Educação
Após o caso vir à tona, a coordenadora e a diretora da escola verificaram as imagens de câmeras de segurança que confirmaram os atos da cuidadora. A funcionária foi transferida para outra unidade escolar como medida imediata. A vice-diretora informou à mãe que, assim que a escola teve conhecimento das supostas agressões, tomou as providências necessárias.
A Secretaria Estadual da Educação, por sua vez, lamentou o ocorrido e acionou a empresa responsável pela cuidadora para solicitar seu afastamento. A nova cuidadora já está designada para acompanhar o aluno. Além disso, uma reunião com os pais foi realizada para esclarecer os fatos e oferecer apoio ao estudante.
O caso ainda está em investigação, e a escola continua sem um retorno oficial sobre as medidas adicionais que poderão ser tomadas.


